Reumo
Este estudo busca analisar como a integração entre ferramentas de Business Intelligence (BI) e a lógica estratégica do Balanced Scorecard (BSC) contribui para a gestão do desempenho em uma operadora de plano de saúde sob regime de autogestão. Adotou-se uma abordagem qualitativa, por meio de estudo de caso único em uma operadora de médio porte localizada no Nordeste brasileiro. Foram realizadas entrevistas semiestruturadas com gestores, análise documental e observação de dashboards gerenciais. A análise dos resultados foi estruturada com base nas quatro perspectivas do BSC: financeira, processos internos, clientes e aprendizado e crescimento. Os achados demonstram que o BI trouxe melhorias operacionais relevantes, especialmente na gestão de custos e automação de relatórios. No entanto, sua aplicação estratégica ainda é limitada, com lacunas na integração entre indicadores, baixa maturidade analítica e pouca articulação com a cultura organizacional. A pesquisa propõe uma articulação teórica e prática entre BI e BSC, contribuindo para preencher uma lacuna na literatura sobre saúde suplementar, especialmente no contexto das autogestões. Os resultados oferecem subsídios para gestores interessados em aprimorar a gestão baseada em dados e podem informar políticas públicas voltadas à sustentabilidade e inovação no setor da saúde.
Abstract
This study aims to analyze how the integration of Business Intelligence (BI) tools and the strategic logic of the Balanced Scorecard (BSC) contributes to performance management in a self-managed health insurance operator. A qualitative approach was adopted, through a single case study in a medium-sized operator located in Northeastern Brazil. Data were collected via semi-structured interviews with managers, document analysis, and observation of BI dashboards. The analysis was structured around the four BSC perspectives: financial, internal processes, customers, and learning and growth. The findings show that BI has led to relevant operational improvements, particularly in cost management and report automation. However, its strategic application remains limited, with gaps in indicator integration, low analytical maturity, and weak alignment with organizational culture. The study offers a theoretical and practical articulation between BI and BSC, filling a gap in the literature on supplementary health systems, particularly in the context of self-managed operators. The results provide insights for managers seeking to enhance data-driven performance management and can inform public policies aimed at promoting sustainability and innovation in the healthcare sector.