Reumo
A emergência da inteligência artificial (IA) como agente transformador no campo criativo tem redefinido práticas, estruturas e estratégias de produção. Este artigo analisa como a integração da IA no processo criativo não apenas amplia a eficiência operacional, mas também ressignifica o papel humano, liberando capacidades cognitivas para o desenvolvimento narrativo e estratégico. A partir da experiência da fintech meutudo, o estudo demonstra a reestruturação completa do fluxo de produção audiovisual com o uso de avatares digitais e automações, resultando em um aumento de mais de 600% na capacidade produtiva mensal de vídeos, sem prejuízo à qualidade percebida pelo público. A análise estrutura-se sobre um tripé conceitual (processo, narrativa e eficiência) para evidenciar como a IA pode ser incorporada de forma estratégica, promovendo uma verdadeira democratização da criatividade. Ao repensar os fundamentos do fazer criativo, o artigo aponta caminhos para a construção de ecossistemas híbridos entre humanos e máquinas, capazes de combinar escala, profundidade e inovação de maneira sustentável.
Abstract
The emergence of artificial intelligence (AI) as a transformative agent in the creative field has redefined production practices, structures, and strategies. This article examines how the integration of AI into the creative process not only enhances operational efficiency but also repositions the human role by freeing cognitive capacity for narrative development and strategic thinking. Based on the case of the fintech Meutudo, the study demonstrates a complete restructuring of the audiovisual production workflow through the use of digital avatars and automation, resulting in an increase of over 600% in monthly video production capacity without compromising perceived quality. The analysis is structured around a conceptual framework of process, narrative, and efficiency, highlighting how AI can be strategically incorporated to foster a genuine democratization of creativity. By rethinking the fundamentals of creative work, this article outlines pathways for building hybrid ecosystems between humans and machines, capable of sustainably combining scale, depth, and innovation.