Reumo
As experiências das startups no mercado de saúde suplementar brasileiro ilustram o esforço por inovação em um setor historicamente marcado por altos custos, ineficiências estruturais e forte rigidez regulatória Apesar de apresentarem propostas promissoras para romper o ciclo de sinistralidade elevada e de baixo valor agregado nos serviços, a análise desenvolvida neste estudo mostra que essas estratégias, são insuficientes diante das barreiras sistêmicas do setor Esse cenário sinaliza um possível futuro de deterioração dos planos de saúde privados, com redução de qualidade ou mesmo eliminação do benefício em muitas empresas, levando parte da população à migração forçada para o sistema público Para evitar esse desfecho, é necessário promover um alinhamento entre inovação, gestão de riscos e reforma regulatória A aplicação de frameworks como o Enterprise Risk Management pode contribuir para uma visão estratégica que antecipe incertezas, fortaleça a operação e permita a geração de valor A construção de um mercado mais equilibrado dependerá de ações coordenadas entre reguladores, operadoras, startups, prestadores e consumidores, com base em dados, tecnologia e colaboração, visando um sistema mais resiliente, acessível e centrado no cuidado de valor com o uso de inteligência artificial, modelos de propensão a uso e a fraudes, e sistemas de interoperabilidade.
Abstract
The experiences of startups in Brazil's supplementary healthcare market illustrate the effort to innovate in a sector historically marked by high costs, structural inefficiencies, and stringent regulatory rigidity.
Despite presenting promising proposals to break the cycle of high claims and low added value in services, the analysis developed in this study reveals that these strategies are insufficient due to systemic barriers in the sector.
This scenario signals a possible future of deterioration in private healthcare plans, with reduced quality or even the elimination of benefits in many companies, leading part of the population to be forced to migrate to the public system. To avoid this outcome, it is necessary to promote an alignment between innovation, risk management, and regulatory reform. The application of frameworks such as Enterprise Risk Management can contribute to a strategic vision that anticipates uncertainties, strengthens operations, and allows value generation.
The construction of a more balanced market will depend on coordinated actions between regulators, operators, startups, providers, and consumers based on data, technology, and collaboration, aiming at a more resilient, accessible system focused on value care with the use of artificial intelligence, propensity models for use and fraud, and interoperability systems.