Reumo
A alfabetização financeira tem ganhado crescente relevância no Brasil, consolidando-se como ferramenta essencial para a melhoria da gestão das finanças pessoais. Contudo, a falta de compreensão clara sobre sua definição e dimensões compromete a avaliação precisa do nível de alfabetização da população. Desenvolvido através de uma pesquisa bibliográfica exploratória de caráter qualitativo, o presente artigo tem como objetivo discutir em maior profundidade os aspectos relacionados ao conhecimento, comportamento e atitude financeira, explorando como esses três elementos se influenciam mutuamente e contribuem para a formação de uma base sólida para a alfabetização financeira. Os resultados apontam que, além do conhecimento sobre temas como investimentos, juros e inflação, atitudes como imediatismo, ansiedade e busca por status, assim como comportamentos envolvendo autoeficácia, socialização e contabilidade mental, afetam diretamente as decisões financeiras. O estudo conclui que uma alfabetização financeira completa requer, mais do que informação. É preciso desenvolver competências socioemocionais e políticas públicas integradas que estimulem hábitos saudáveis de consumo, poupança e investimento, contribuindo para o bem-estar individual e coletivo, em alinhamento com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU.
Abstract
Financial literacy has become increasingly relevant in Brazil, establishing itself as a vital tool for managing personal finances. However, the lack of a clear definition and understanding of its dimensions compromises the accurate assessment of the population's level of financial literacy. Through exploratory qualitative bibliographic research, this article aims to discuss aspects related to financial knowledge, behavior, and attitude in greater depth. It explores how these three elements influence each other and contribute to the formation of a solid foundation for financial literacy. The results indicate that attitudes such as immediacy, anxiety, and the pursuit of status, as well as behaviors involving self-efficacy, socialization, and mental accounting directly affect financial decisions, in addition to knowledge about topics such as investments, interest rates, and inflation. The study concludes that comprehensive financial literacy requires more than information. Developing socio-emotional skills and integrated public policies that encourage healthy consumption, savings, and investment habits is necessary to contribute to individual and collective well-being, in line with the UN Sustainable Development Goals.