Reumo
O assédio moral no trabalho é um fenômeno tão antigo quanto o próprio trabalho e está muito presente nas organizações de modo geral, sendo uma violência que degrada o ambiente laboral, contrariando o 8º objetivo da Agenda 2030 proposta pela Organização das Nações Unidas (ONU) que visa promover o trabalho decente. Nesse sentido, o presente estudo objetivou mapear as situações hostis ocorridas no ambiente laboral dos servidores públicos de uma universidade federal brasileira, localizada na região amazônica, no intuito de propor ações preventivas contra essa violência. Para tanto, utilizou-se para a coleta de dados um questionário online, encaminhado por e-mail para cerca de 1248 servidores docentes e técnicos-administrativos. Como resultados, constatou-se que dos 249 respondentes, 32,53% declararam se identificarem assediados, em uma escala de frequência que varia entre de vez em quando a diariamente A maioria (44,44%) das agressões originou-se de mais de uma direção, e foram perpetradas tanto homens como mulheres (43,21%). As principais consequências psíquicas levantadas foram: depressão e ansiedade aumentada e dentre as consequências físicas com mais destaque, constam: cardiopatias e hipertensão.
Abstract
Workplace bullyinge is a phenomenon as old as work itself and is very present in organizations in general, being a form of violence that degrades the work environment, contradicting the 8th objective of the 2030 Agenda proposed by the United Nations (UN) that aims to promote decent work. In this sense, this study aimed to map the hostile situations that occurred in the work environment of public servants of a Brazilian federal university, located in the Amazon region, in order to propose preventive actions against this violence. To this end, an online questionnaire was used to collect data, sent by email to approximately 1,248 teaching and technical-administrative staff. As a result, it was found that of the 249 respondents, 32.53% declared that they identified themselves as harassed, on a frequency scale that varied from once in a while to daily. The majority (44.44%) of the aggressions originated from more than one direction, and were perpetrated by both men and women (43.21%). The main psychological consequences raised were: depression and increased anxiety and among the most prominent physical consequences are: heart disease and hypertension.